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Gestão do IFC participa de reunião sobre emancipação do Campus Avançado Sombrio

terça-feira, 8 de maio de 2018

No dia 18 de abril, estiveram reunidos, na Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC), em Brasília, os diretores do Campus Santa Rosa do Sul e do Campus Avançado Sombrio, Deivi de Oliveira Scarpari e Elizete Maria Possamai Ribeiro, respectivamente, a reitora do IFC, Sônia Regina de Souza Fernandes, o deputado federal Jorge Boeira e a secretária da Setec, Eline Neves Braga Nascimento.

O encontro teve por objetivo tratar a demanda, já encaminhada anteriormente pela Reitoria do IFC, relativa à alteração do enquadramento do Campus Avançado Sombrio, a fim de que este se torne uma unidade ‘70/45’ (70 docentes/ 45 técnicos administrativos em educação), ou seja, deixe de ser um campus avançado e torne-se uma unidade autônoma como outros campi da instituição.

A reunião faz parte de um conjunto de ações que a Gestão do IFC vem desenvolvendo com vistas à categorização do Campus Avançado Sombrio em uma “tipologia que possibilite a essa unidade a autonomia didático-pedagógica e também orçamentária”, explica Sônia, reitora do IFC. As tratativas para essa alteração tiveram início em 2016, embora tenham progredido mais efetivamente em 2017, tendo por base o modelo da Portaria nº 246/MEC, que dispõe sobre o dimensionamento de cargos efetivos, cargos de direção e funções gratificadas e comissionadas no âmbito dos Institutos Federais e do Colégio Pedro II.

No dia 18 deste mês, deliberou-se pelo encaminhamento, ao novo ministro da Educação, da solicitação de modificação da tipologia. A deliberação, a ser efetivada pela secretária presente, não garante, de forma imediata, a estrutura administrativa completa, com a abrangência dos cargos de direção e das funções gratificadas, o que possivelmente se configurará como um segundo passo; mas formaliza o compromisso firmado, entre a secretária, o deputado e a Gestão do IFC, no sentido de possibilitar a alteração da unidade. Trata-se, portanto, de um primeiro passo, rumo à mudança tipológica, que, posteriormente, pode alcançar, no percurso, outros arranjos de ordem estrutural para o desenvolvimento do futuro ‘Campus Sombrio’.

Para Deivi, diretor da unidade de Santa Rosa do Sul, a transformação do Campus Avançado Sombrio em ‘Campus Sombrio’ representará a finalização de um ciclo de conquistas da comunidade. A oferta de cursos na cidade de Sombrio teve início no período da Escola Agrotécnica Federal de Sombrio (EAFS), hoje denominada Campus Santa Rosa do Sul, devido à demanda local/regional por cursos técnicos. Atualmente o número de estudantes e servidores transcende o limite estabelecido para o dimensionamento de um campus avançado, fato que confirma o sucesso das ações institucionais na região e requer, por conseguinte, a alteração de seu enquadramento, conforme institui a Portaria nº 246 do MEC.

“Essa nova conquista significa que nossos horizontes se ampliarão. Teremos a possibilidade de aumentar nosso quadro de profissionais e, com isso, ofertar novas vagas e novos cursos. Em termos de gestão administrativa, a transformação implicará a ampliação do orçamento e a total independência do ‘Campus Sombrio’, que poderá planejar e executar sem estar vinculado ao Campus Santa Rosa do Sul.”, explica Deivi.

Os benefícios da alteração de enquadramento da unidade do IFC também são ressaltados por Jorge Boeira, que apresenta os aspectos positivos desta ação no âmbito do desenvolvimento regional: “A região em que está inserido o município em questão tem se consolidado como um polo educacional. Com essa modificação tipológica, Sombrio, a segunda maior cidade da região, terá participação ainda mais relevante nesse processo. Além do aumento orçamentário do campus, que trará, direta ou indiretamente, benefícios econômicos para a região, teremos um aumento na oferta de cursos e na estrutura física e funcional. Com esses avanços, mais pessoas terão a possibilidade de receber a educação de qualidade que é tão característica dos Institutos Federais do nosso estado”, esclarece Jorge.

De acordo com Elizete Ribeiro, diretora da unidade de Sombrio, a transformação do campus vai ao encontro do compromisso institucional de ofertar serviços, em Educação, Ciência e Tecnologia, de qualidade socialmente referenciada, que possibilitem a formação cidadã de profissionais com as competências e habilidades exigidas pelo mundo do trabalho.

Segundo a diretora, uma das principais melhorias, para a comunidade, que decorrerá dessa alteração será a oferta de maior variedade de cursos de nível médio e superior. Essa abrangência materializa significativamente as conquistas do IFC no que respeita à interiorização da educação formal de excelência: “Muitas vezes, a distância existente entre o Extremo Sul Catarinense e as regiões onde estão localizadas as universidades públicas dificulta o deslocamento da população que, em sua maioria, fica cerceada de exercer o seu direito de ingressar em um curso de nível médio e superior gratuito, por residir em municípios distantes dessas instituições, o que é agravado pelas dificuldades econômicas das famílias da região”, reforça Elizete.

Texto: Cecom/Reitoria.

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